Señor 3 0 5, Armando Bond, Mr. Worldwide são alguns dos títulos que ele mesmo se dar. Rapper, nunca se considerou cantor. Nos últimos anos vem galgando um sucesso atrás do outro. Nascido e crescido nas ruas de Miami, Armando Cristian Pérez, mais conhecido como Pitbull tem alcançado números que poucos artistas chegaram.
Muito embora a gente tenha a sensação que Pitbull está bombando no mercado há anos, só foi em 2009 com You know you want me (Calle ocho) que o cara estourou nas paradas e desde então não parou! Já gravou com meio mundo de gente. Mas foi a parceria com Jennifer Lopez em 2011 com “On the floor trazendo de sample de “Chorando se foi” da saudosa banda de lambada dos anos 80/90. O sucesso foi tão grande que fez flopar o single “Taboo” dedicado ao mercado brasileiro do reggaetonero Don Omar, que tinha também um sample do sucesso de Kaoma.
Parece que o sucesso sorriu pra Pitbull e ele não quer perdê-lo de vista, porque diferente de grandes artistas que param anos e anos produzindo um cd aqui e outro ali, o cara não para nunca! Quando menos se espera sai um single novo, seja um “exclusivo pro Japão” ou “Especial pra o mercado Europeu”, um feat., um remix, ele tá sempre dando uma ponta aqui e ali no mercado, sempre se fazendo lembrar e o melhor de tudo: ele toca demais!
Talvez seja esse o grande segredo desse cara que segundo alguns “não canta nada”, que tá sempre pongando nos outros. Mas a boa é que ele recebeu o prêmio de melhor compositor de 2011 pela BMI, organização americana que recolhe direitos autorais. O troféu foi dividido entre Pitbull, Benny Blanco e Ester Dean, os três com cinco músicas cada entre as mais tocadas no ano.
O que é mais legal é que muita coisa tem dado muito certo quando passa pelas mãos desse cara. Ah, e se esse cachorro ladra mas não morde? Ladra, morde e ainda faz gracinha, ele anda abocanhando boa parte do mercado.
Alguns dos sucessos: «Culo», «Dance Again», «On the Floor», «Maldito Alcohol», «I Know You Want Me», «Hotel Room Service», «Give Me Everything», «Rain Over Me», «International Love», «Rabiosa», «Back In Time» e «Get It Started»
Não é recente a gravação em línguas latinas, digo espanhol, por cantores dos Estados Unidos. Em 1958, a grande voz de Nathaniel Adams Coles ecoou pelos radinhos abaixo do trópico de Câncer em idioma local. Conhecido por inúmeras canções que ficaram eternizadas e que a gente escurta vez ou outra Nat King Cole nos dá o prazer do post de hoje.
Como outros grandes cantores da música norte-americana, Nat é proveniente do coro da Igreja Batista de Chicago, onde seu pai era pastor e sua mãe a organista. Sem esquecer a música gospel, abriu horizontes para o Soul e o Jazz que naquele momento nos surpreendia com nomes como Louis Amstrong e Earl Hines. Sua carreira começou exatamente, nesses clubes onde se tocava Jazz do seu bairro. Logo adotou o nome de Nat Cole, sem o o s… e por lá mesmo agregou o King. Nascia assim, Nat King Cole.
Inicia um grupo chamado de “King Cole Swingers”, que apesar do sucesso local é logo desfeito. Muda-se, então, para Los Angeles e cria o “Nat King Cole Trio". Ele era composto por Nat no piano, Oscar Moore na guitarra e Wesley Prince na guitarra. O Trio atuou no fim dos anos 30. Ele não gostava de sua voz, tinha vergonha dela. Suas primeiras gravações não foram um sucesso, até aparecer a Capitol Records na vida deles. Alguns discos foram lançados e nos anos 50, Cole sai em disco solo: Nat King Cole at the Piano.
(Nat King Cole Ao Vivo No Japão - Quizás, Quizás, Quizás)
Seu primeiro disco em espanhol é lançado no ano de 1958, por convite da “La Habana” , o qual é acompanhado por uma orquestra e mariachis. É nesse cd que se encontra o clássico “Quizás, Quizás, Quizás”, que com o sotaque de Cole ficou bem divertido de ouvir, foi um sucesso na época. No ano seguinte, mais Cole em espanhol: A Mis Amigos. O qual traz três faixas em Português (Suas Mãos, Caboclo do Rio e Não Tenho Lágrimas)! Esta última ganhou recente versão da cantora Ivete Sangalo e do grande cantor Juan Luiz Guerra. O ciclo se fecha com More Cole Español de 1962, vale ressaltar que ele não falava nada nem de português nem de espanhol.
Ao lado de inúmeros artistas, foi ativista em prol da igualdade racial. Ele foi o primeiro afro-americano a ter um programa próprio de rádio, bem como, na televisão. Negou-se a atuar onde se praticava a segregação racial. Em 1956, no Alabama sofreu uma tentativa de sequestro, depois do ato e mesmo ferido, terminou o show, anunciou que nunca mais atuaria no Sul dos Estados Unidos.
Curiosidades: Dizem que a música “Yesterday” e a música “Answer me” de Nat têm muito mais similaridades do que duas músicas diferentes deveriam ter. Em 1983, a divisão holandesa da sua gravadora (Capitol Records) anunciou que havia encontrado gravações inéditas de Cole, incluso algumas faixas em japonês e espanhol. Foi lançado um cd chamado de “Nat King Cole: Unreleased”.
A primeira canção que ouvi dele, foi na voz de uma cantora portuguesa num reality Show chamado “Operação Triunfo” que teve versão brasileira chamada de Fama. Era o clássico Unforgettable (versão com a sua filha Natalie Cole), daí não parei mais. É um cantor que em sua época foi muito criticado, por deixar de lado o Soul e o jazz pela música romântica, mais mercadológica - o que não é verdade. Além das canções citadas acima, há ainda a “Brazilian Love Song (Andorinha Preta)”, que fez sucesso aqui em nossa terra, que de forma bem despretenciosa diz:
I see a little bird that is sitting in the treetop A pretty little bird that is sitting in the treetop Eu tinha uma andorinha que me fugiu da gaiola Fly my Brazilian love bird Fly to the one I love Please won't you tell her that I'm the one who cares Please bring to me her answer Voa, andorinha preta De asa arrepiada Vai, vai dormir teu sono andorinha, ô Que é de madrugada…
Numa reedição mais recente de “A Mis Amigos”, há uma versão em português da canção nadie me ama – Ninguém me ama. Algumas reportagens dizem que metade desse cd foi gravado em português… mas somente quatro dessas faixas foram trabalhadas até agora. Não há palavras para definir uma voz desse nível. Simplesmente Nat King Cole.
Discografia
1944 The King Cole Trio (10 inch LP) 1946 The King Cole Trio, Volume 2 (10 inch LP) 1948 The King Cole Trio, Volume 3 (10 inch LP) 1949 The King Cole Trio, Volume 4 (10 inch LP) 1950 Nat King Cole at the Piano (10 inch LP) 1951 King Cole for Kids (10 inch LP) 1952 Penthouse Serenade (10 inch LP) 1952 Top Pops (10 inch LP version) 1952 Harvest of Hits (10 inch LP) 1953 Nat King Cole Sings for Two In Love (10 inch LP) 1954 Unforgettable (10 inch LP) 1955 Penthouse Serenade (12 inch LP version) 1955 Nat King Cole Sings for Two In Love (12 inch LP version) 1955 10th Anniversary Album (12 inch LP version) 1955 Top Pops (12 inch LP version) 1955 The Piano Style of Nat King Cole 1956 Ballads of the Day 1957 This Is Nat King Cole 1957 After Midnight 1957 Just One of Those Things 1957 Love Is the Thing 1958 Cole Español 1958 St. Louis Blues 1958 The Very Thought of You 1958 To Whom It May Concern 1959 Welcome to the Club 1959 A Mis Amigos 1960 Tell Me All About Yourself 1960 Everytime I Feel the Spirit 1960 Wild Is Love 1960 The Magic of Christmas 1961 The Nat King Cole Story 1961 The Touch of Your Lips 1962 Nat King Cole Sings/George Shearing Plays 1962 Ramblin' Rose 1962 Dear Lonely Hearts 1962 More Cole Español 1963 Those Lazy-Hazy-Crazy Days of Summer 1963 Where Did Everyone Go? 1964 Nat King Cole Sings My Fair Lady 1964 Let's Face the Music! (Recorded 1961) 1964 I Don't Want to Be Hurt Anymore 1965 L-O-V-E
Siempre que te pregunto / Que cuándo cómo y dónde / Tú siempre me respondes / Quizás, quizás, quizás / A sí pasan los días / Y yo desesperado / Y tú, tú, tú, contestando / Quizás, quizás, quizás (Quizás, Quizás, Quizás)
Eu conheci a “mexicana” Julieta Venegas com “Limón y Sal”. Acredito que esse disco homônimo da canção seja o melhor que ela já produziu por toda a estrutura de promoção do cd, os vídeos… tudo da melhor qualidade.
Nascida nos Estados Unidos, mas cedinho se muda para o México e se estabelece em Tijuana, Baja Califórnia. Desde cedo, faz aulas de música, de fotografia… todo tipo de arte. Ingressa em alguns grupos musicais regionais e vai e assim vai enriquecendo as suas bases musiciais.
Sempre com a sua sanfona ou acordeão, prima pela necessidade de se produzir música com raízes mexicanas, latinas. E essa tendência é vista desde seu debut “Aquí” de 1997. Esse foi um disco muito importante para Venegas – o qual ela se refere como “uma última cartada” – em que ela passou mais de 5 anos produzindo. Com ele, passa a fazer muitas turnês dentro e fora do México… e se joga para o cinema, musicalizando os filmes como “En el País de No pasa nada” y “Amores Perros”.
“Bueninvento”, 2000, o segundo álbum de Julieta.que é composto somente por canções de autoria dela e com uma versão muito feliz de Siempre en mi mente do grande cantor Juan Gabriel. Com ele, ela segue àquela perpectiva de divulgação de seu trabalho em festivais . Assim, é nomeada ao Grammy Latino como melhor álbum Rock. Nessa época, conheceLenine, o qual irá gravá depois a canção “Miedo” no Acústico MTV do cantor.
A Passagem por festivais ainda é constante, apesar de não gravar cd´s completos; grava versões, participações. Outrossim, continua contribuindo com as trilhas sonoras de outros filmes, dessa vez “Asesino en serio”, “Maria llena eres de gracia” ( o qual é super recomendado) e “Subterra”.
2003 é um ano de estreia para Julieta. Seu novo cd chamado “Sí” , co-produzido pela mesma, parte para uma pegada regional (mais do que o costume),às vezes bem raíz , um quê algo mais delicado e intimista. Esse disco a projeta e abre muitas portas para fora do restrito mercado alternativo.
Mais 03 anos e mais um grande cd. Como já havia dito, acredito ser o melhor que ela fez, pensou, produziu…: “Limón y Sal”. Esse é o grande cd de sua trajetória, o qual a ratifica e a solidifica no mercado latino-americano. Canções como “Me Voy” e “Limón y Sal” são facilmente lembradas em diversos países; nesse mesmo disco tem uma homenagem a “Andrés Calamaro”, chamada “Sin Documentos”. A qual também pode ser encontrada no cd em tributo a ele.
2007 e o primeiro compilado do melhor de Julieta Venagas sai. Ela parte para turnês na Europa e América . Recebe muitos prêmios e “empata” com Ricardo Arjona no seu segundo Grammy Latino, agora como melhor álbum alternativo.
Junto com a MTV Latina, firma parceria e põe em produção o “MTV Unplugged” (2008), que reune os sucessos de sua carreira, algumas inéditas, participações de grandes nomes da música da América Latina, como Marisa Monte (ilusión), la Mala Rodríguez, Juan Carlos Son da banda "Porter", Natalia Lafourcade, Gustavo Santaolalla, entre outros. Volta a reforçar a sua imagem e tentar em mercados ainda não tentados, como o do Brasil – onde era praticamente desconhecida. A Participação de Marisa Monte foi um propulsor importantíssimo para que a mexicana conseguisse logro em seu intento. Também com a brasileira Érika Martins (do grupo Penélope) fez uma versão de “Lento”…
Otra Cosa, o seu novo álbum (o qual eu não gosto muito) é o primeiro álbum em estúdio a ser lançado no Brasil, mas vale a pena ser baixado… Julieta agora está parada cuidando de seu bebê… Mas logo, logo, ela aparece por aí. Dê a si mesmo a oportunidade de ficar extasiado com essa cantora excepcional!
Pero a todo lo demás/le gana lo bueno que me das/solo tenerte cerca/siento que vuelvo a empezar/Yo te quiero con limón y sal,/yo te quiero tal y como estás,/no hace falta cambiarte nada./Yo te quiero si vienes o si vas,si subes y si bajas y no estás/seguro de lo que sientes. (Limón y Sal)